População em Situação de Rua – Projeto Social

Acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social

O Instituto Nhanderu está localizado na região da Cracolândia (Centro de São Paulo) porque nasceu como um Projeto Social para acolher e auxiliar pessoas em situação de rua. Os fundadores – Adriano de Camargo e Tuca Fontes – atuam com políticas de inclusão social no centro de São Paulo, há mais de 15 anos.

Reportagem de Nivaldo de Cillo Publicado em 2014
Créditos da reportagem: Adriana Lima Ribeiro, Gilmar Issac, Flávio Donizetti,
Adriano de Camargo – idealizador do projeto
Milton Martins de Oliveira – dono de oficina
Alex Sander de Souza

O Instituto é fruto do processo de recuperação do próprio Adriano, que passou pela situação de rua e pelo sistema prisional antes de encontrar nas Medicinas da Floresta uma forma de tratar a dependência química e reorganizar a vida.

O trabalho no Nhanderu é desenvolvido pelo casal fundador com o auxílio de pessoas que também passaram por processos de superação com a ajuda das Medicinas da Floresta e hoje se dedicam ao Instituto.

Trabalhamos na perspectiva do atendimento integral ao cidadão em vulnerabilidade, com promoção de protagonismo e autonomia, com vistas à inclusão social efetiva.

Também abrimos vagas sociais para quem esteja passando por dificuldades financeiras, mas precisando das curas da nossa Casa.

Projeto Social

Os atendidos pelo Projeto Social são direcionados para:

  • Escuta Qualificada: Terça-feira, às 19h30;
  • Roda de Cura com a Medicina do Rapé: Quinta-feira, às 20h;
  • Vivências com demais Medicinas da Floresta – quinzenais;
  • Constelação sistêmica;
  • Fisioterapia;
  • Acupuntura.

Os atendimentos ao público em vulnerabilidade social são gratuitos, sendo as fontes de financiamento do Instituto: as contribuições mensais de associados, a energia de troca das vivências com as medicinas da floresta, as terapias particulares, doações espontâneas, campanhas financeiras e parte da renda arrecadada com as vendas da Loja Social Xamânica Nhanderu.

COVID-19

Nos primeiros meses da pandemia da Covid-19, mantivemos o atendimento para os participantes do Projeto Social de forma individualizada, com fornecimento da  Medicina do Rapé para uso responsável, sozinhos.

Logo foi visível o impacto negativo do fechamento da Roda de Cura, realizada nesta Casa desde 2018. Houve piora em quadros de depressão, com intensificação no abuso de álcool/drogas, inclusive com situação limite de pensamento suicida.

A partir de agosto de 2020, percebemos que era necessário retornar com as Rodas de Cura, pois o preço de manter fechado pareceu ser mais alto, com piora de vários quadros.

Retomamos exclusivamente para esse grupo e comprovamos como a Roda de Cura é um espaço privilegiado para eles, ajudando no fortalecimento dos processos e na retomada de providências de autocuidado que haviam deixado em segundo plano.

Até julho de 2021, 8 a 10 participantes apresentaram melhoras nas condições gerais de autocuidado, no humor, nos quadros de depressão e ansiedade, maior estabilidade no abuso de álcool e outras drogas e, inclusive, com o despertar de novas perspectivas de vida, como retorno à escola, busca por emprego e construção de novas relações de amizade e afetivas.

Confira mais no mini documentário: Nhanderu Cuida de Nós